
Está aí um dos maiores eventos do desporto mundial é com grande satisfação que dou, assim, início ao meu mundial de rugby 2011. O primeiro jogo do mundial disputa-se entre a selecção anfitriã e uma das equipas das ilhas do pacífico sul, Tonga.
Os neo-zelandeses entram para esta mundial como favoritos à vitória mas a pressão é muita e os neo-zelandeses não costumam suportar a pressão dos mundiais. Apenas por uma vez ergueram o troféu e foi, precisamente, na primeira vez que organizaram o mundial do modalidade. Para acumular esta pressão os neo-zelandeses não saíram bem da recente Tri-Nations Cup que acabou com a Asutrália a vencer o título. A Nova Zelândia que entrou imperial na prova deixou-se levar pela apatia e as duas últimas derrotas na África do Sul e na Austrália ditaram este desfecho, nota para a convocatória para o jogo com a África do Sul deixando vários titulares de fora que permitiu essa derrota, talvez Graham Henry estivesse ainda a colocar em jogo jogadores que tinha dúvida de eleger para o mundial mas a verdade é que essa derrota ditou a perda do importante torneio das 3 Nações.
O jogo de amanhã terá pouca história quanto ao vencedor, a Nova Zelândia vencerá seguramente resta saber como lidará a equipa com a pressão diante do seu público, eles que em casa costumam ser brilhantes. Mas mesmo em mundiais podemos retroceder até 2007 quando a Nova Zelândia ficou no mesmo grupo de Portugal e dominou todo o seu grupo, nessa fase os neo-zelandeses foram superiores em todos os níveis e vinham jogando bem, sem pressão, pelo menos evidente; pelo que acho que a pressão não será assim tão visível pelo menos nesta fase onde a Nova Zelândia é, claramente, favorita ao primeiro lugar. Graham Henry e os seus adjuntos já confessaram que vão seguir a mesma estratégia do mundial onde se sagraram campeões, ou seja, utilizando um XV base sem grandes alterações ao longo da prova, ao contrário do que fizeram em França quando, por exemplo, no jogo contra Portugal utilizaram muitas segundas escolhas. Ma'a Nonu e Sonny Bill Williams parecem constituir o par de Centros dos All Blacks, apoiados por Israel Dagg construindo um trio defensivo de grande qualidade, aliás qualidade é algo que não falta à Nova Zelândia que aos poucos se vai renovando quase sem ninguém dar por isso.
Tonga já não é uma selecção tão frágil como anteriormente onde havia qualidade mas fraca organização táctica. Os resultados entre as duas equipas no passado falavam de uma diferença abismal entre as equipas senão veja-se (102-0) (maior derrota de sempre) em 2000 e (91-7) em 2003 favoráveis à Nova Zelândia. Na preparação para este mundial Tonga conseguiu, mesmo, superar as Ilhas Fiji por (32-20), aquela que, à priori, será a mais forte selecção das ilhas do pacífico sul, se não contarmos, obviamente, com a Nova Zelândoa. Mas a selecção de Tonga tem evoluído até porque que a exportação dos seus jogadores para campeonatos evoluídos deram-lhe um maior conhecimento táctico e uma nova visão do jogo que sobrepõe a força dos seus jogadores. Veja-se o caso de Soane Tonga’uiha que joga em Inglaterra na poderosa formação dos Northampton Saints, do capitão Finau Maka que já jogou em grandes campeonatos... apesar de não serem uma selecção super poderosa esta Tonga já não é uma equipa a desrespeitar, verbo esse que não se usa no mundo do rugby.
Equipas prováveis:
Nova Zelândia: 5 Israel Dagg, 14 Richard Kahui, 13 Ma’a Nonu, 12 Sonny Bill Williams, 11 Isaia Toeava, 10 Daniel Carter, 9 Jimmy Cowan, 8 Victor Vito, 7 Richie McCaw (capt), 6 Jerome Kaino, 5 Ali Williams, 4 Brad Thorn, 3 Owen Franks, 2 Andrew Hore, 1 Tony Woodcock.
Reservas: 16 Corey Flynn, 17 Ben Franks, 18 Anthony Boric, 19 Sam Whitelock, 20 Piri Weepu, 21 Colin Slade, 22 Cory Jane.
Tonga: 15 Vunga Lilo, 14 Viliame Iongi, 13 Suka Hufanga, 12 Andrew Ma’ilei, 11 Siale Piutau, 10 Kurt Morath, 9 Taniela Moa, 8 Viliami Ma’afu, 7 Finau Maka (c), 6 Sione Kalamafoni, 5 Joe Tu’ineau, 4 Paino Hehea, 3 Taufa’ao Filise, 2 Aleki Lutui, 1 Soane Tonga’uiha.
Replacements: 16 Ephraim Taukafa, 17 Alisona Taumalolo, 18 Kisi Pulu, 19 Sione Timani, 20 Samiu Vahafolau, 21 Samisoni Fisilau, 22 Alipate Fatafehi.
Não está questionável a vitória dos All Blacks neste encontro, resta saber por quantos será essa vitória. O técnico de Tonga acredita que pode bater os All Blacks, acho que é mais jogo mental do que outra coisa. Acredito que a vitória seja larga mas que não chegue a números do passado. Por isso mesmo acredito que os All Blacks não marquem mais de 10.5 ensaios, a marcarem serão 80 pontos fora as penalidade e mais uma derrota histórica para Tonga.
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