O Sporting prossegue a sua linha de fraqueza, desde o mediático jogo de pré-época frente à Juventus os leoninos venceram apenas o modesto Nordsjaelland. Lembram-se do leão que passeou formoso na sua jaula antes do jogo de apresentação diante do Valência? O leão de nome de “sonho” passeou enjaulado sobre o manto verde de Alvalade. Tal como o “sonho” este Sporting parece estar atrás das grades, triste, abatido e sem garra para se libertar.
Quando se podia pensar que a vitória europeia traria uma maior estabilidade para os lados da Alvalade surge mais um desaire na Liga Zon Sagres. Se o Sporting nas primeiras duas jornadas empatou, à terceira não foi de vez, pior do que não ganhar, mais uma vez, foi estrear-se no sabor amargo das derrotas. A situação é, de facto, preocupante… Três jogos, dois pontos! Nesta altura percebe-se cada vez mais que a estratégia e planeamento do plantel não foi a melhor e podemos, desde logo, perceber porquê. Pelo que se tem visto, dinheiro é coisa que não falta para os lados de Alvalade, se tal não falta porque não gastaram mais e melhor para tapar algumas lacunas do plantel? Ao invés o Sporting contratou mais alguns jogadores sem qualidade, Onyewu é o caso que me vem mais à memória, que até pode ter vindo a custo zero mas alguém paga-lhe o salário. Depois a política de apostar em jovens estrangeiros e dar-lhes tempo, quando o Sporting mais que todos os emblemas não poderá perder tempo, nem pedir compreensão aos adeptos depois das últimas duas épocas. Turan, Arias, Carrillo, Rubio, Van Wolfswinkel são apostas de futuro, sendo que Turan foi emprestado, hoje, ao Beira-Mar. A contratação de Elias acaba por ser a contratação mais cara de sempre do Sporting, jogador de qualidade mas vendido pelo Atlético Madrid a preço de ouro já que o internacional brasileiro nunca se ambientou, definitivamente, a Madrid. Se é agora o melhor médio do Sporting, não deixa de ser verdade que Elias estará longe de ser a solução para todos os problemas do Sporting. A confirmar-se a saída de Djaló e Postiga o Sporting terá menos dois portugueses no seu plantel tornando a sua equipa, cada vez mais, estrangeira. Começa a não fazer sentido aos sportinguistas apontarem o dedo ao outro clube da 2ª circular por não terem, praticamente, portugueses no seu plantel.
O plano de apuramento da UEFA para a Liga dos Campeões contínua a gerar controvérsia. Se o objectivo do chamado “Champions route” do playoff de acesso à fase de grupos é dar uma oportunidade aos campeões das ligas mais frágeis da Europa para estas chegarem à fase de grupos, de lucrarem e assim tentarem dinamizar não só o seu emblema como as suas ligas, então existe um planeamento certo. Se isso não deixa de ser uma verdade, existem vários contras nesse plano, o primeiro e mais visível será a grande diferença entre os grandes emblemas da Europa e esses emblemas mais frágeis, veja-se os casos de Zilina, Unirea, etc. O segundo será a dinamização económica por parte desses clubes. Na maioria dos casos esses clubes são oriundos do leste da Europa onde o futebol como em todos os cantos do mundo é um negócio, contudo os negócios do leste correm mais risco de entrarem em caminhos desleais. O caso dos romenos do Unirea é o caso mais evidente, de campeão a uma participação na Liga dos Campeões à falência e descida de divisão.
Destaque europeu para clubes como Panathinaikos, Roma, Partizan, Spartak de Moscovo, Sevilha, Rosenborg, Rangers, Celtic que sendo equipas que, regularmente, marcam presença na Europa foram eliminadas nos playoffs da Liga Europa. Ainda em competições europeias destaque para a brilhante prestação do FC Porto na Supertaça Europeia. Os portistas conseguiram pressionar os catalães desde o primeiro minuto e criar situações de perigo, ainda tiveram um penalty a ser-lhes negado nos últimos 10 minutos que podia ter revertido o desfecho final do jogo. Pela atitude, um aplauso, naquela que foi a melhor exibição do Porto esta época.
Lá fora, algumas equipas terão muitos problemas esta época, o Hamburgo contínua a perder e está, cada vez mais, na zona vermelha. O Arsenal ao 3º encontro na Premier League tem um ponto, pior que isso a equipa levou uma goleada das antigas no terreno do rival Manchester United, (8-2). Wenger está cada vez mais no risco mas só o facto de ainda continuar nos Gunners é impressionante. Em Portugal, adeptos invadem treinos, agridem jogadores, se um grande perdesse por esses números para um rival directo seria provável a existência de motins, violência bem ao estilo sul-americano. Mas os ingleses que durante semanas andaram nas bocas do mundo pela violência em várias cidades, levam oito, toma lá um bilhete para outro jogo fora e a vida contínua, muito dificilmente se mexe.
Em Espanha lá começou a Liga, à segunda jornada, a primeira, Real Madrid e Barcelona golearam, não haverá dúvidas que vai ser mais um campeonato a dois, decidido em detalhes. Mas se em Espanha o campeonato voltou, no fim-de-semana passado foram os italianos a fazer a sua greve. Arrivederci.
Autor da crónica: Alpha12e
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